terça-feira, 26 de dezembro de 2017

De lá e de volta

Sumir parecia algo inimaginavel,mas há momentos que nos auzentamos e mesmo que queiramos não e possível, ver ou viver as pessoas que deixamos muitas vezes Não é possível até que a vida nos brinda com reencontros e o inimaginável, beira as margens do tangível e tocamos,ouvimos,sentimos.
Assim novamente deste tempo, participamos e a breve turbulência da vida passamos...
Mas nos tornamos sombras no caminho
Vejo o tempo e não consigo dar sentido ,
Ele segue implacável arrancando de mim o fôlego e o alento...
Jshynaider

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Ninguem vê, ate que seja tarde!


Abriu os olhos e tudo ainda continuava muito escuro, a dor gritava no corpo ainda de formas mais agoniantes, passou a mão pelos braços que ate pouco tempo atras estavam acorrentados, os machucados ainda estavam lá embora as correntes ja tivessem se soltado. A cabeça dava voltas, entre o que poderia ser real e o que eram apenas fantasmas antigos.
Desejava gritar mas não queria chamar mas a atenção de ninguém para sua existência marcada de tanta dor.
Sentia a testa molhada, não sabia se por sangue ou suor.
Não sabia mas onde terminava sua personalidade e começava a angustia, suspeitava fortemente que ja tivessem se tornado uma só.
As garras daquela angustia já haviam estraçalhado toda esperança de que ali dentro ainda tivesse um ser humano que ainda pudesse ser salvo.
Se sentia um animal feroz preso numa jaula, sozinha e ferida, assustada demais ate pra tentar escapar.
Suspeitava que houvesse apenas uma unica maneira de se livrar de tudo aquilo...

By: Eu

domingo, 24 de setembro de 2017

Poeira cósmica

No meio da noite, Sentindo-se sozinha
Com uma dor incessante e um vazio infinito,
Pudesse apenas sumir, explodir em mil pedacinhos,
Deixaria tudo tão mais bonito.
Se tornar poeira cósmica,
Como se nunca estivesse estado aqui,
Ter certeza que nunca mais,
Esse agonia ia voltar a sentir.
A madrugada grita horrores,
A dor fica pior,
E no fundo diz verdades,
Me lembrando que estou só.
Um choro preso na garganta,
Um monstro dentro do peito,
Enquanto houver ar em meus pulmões,
Eu sei que isso não terá jeito.



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O que é viver.

   


    Viver é muito mais do que o sopro de vida que temos nesse mundo.
    Viver é se levantar todos os dias pela manhã e agradecer a Deus por mais um dia, indiferente de como as coisas estejam, é acreditar em si mesmo a na capacidade de lidar com todos os problemas que o mundo pode lhe entregar na forma de um prato frio e amargo.
    Viver não é apenas sorrir, é chorar e ter a força para seguir sempre em frente, de lutar por dias melhores, de tornar seus erros um aprendizado para um futuro melhor.
    Acreditar em si mesmo quando ninguém mais acredita, ir além das aparências e mostrar de tudo o que é capaz.
    Viver não é só um dia no parque de diversões, é conseguir ir no fundo da escuridão que vive dentro de si e transforma-la em luz.
    Não amar somente os grandes eventos, mas agradecer pela simplicidade de um momento sincero, não viver somente das glórias do passado, mas sempre lutar por novas conquistas.
    Não desistir dos sonhos mesmo que eles pareçam impossíveis hoje, torná-lo em algo palpável.
    Não trata-se simplesmente de sorrir, mas de fazer alguém sorrir, de acolher aqueles que te querem bem, de ser agradecido por toda luta que te fez mais forte.
    E ao final do dia, quando estiver cansado, agradecer mais uma vez por ter sobrevivido e se saído vitorioso.
    No final de tudo o que iremos deixar é um legado, uma lição, um exemplo a seguir.
    Então viver é mais que somente respirar em lugar caótico rodeado de pessoas, e inspirar as demais a serem tão otimistas como você, ensina-las que viver é mais que esse pequeno intervalo, esse pequeno sopro de existência.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Eu não soube entitular

Vivendo o exato momento em que você percebe que esta sozinha...
que todas as pessoas acabam te abandonando quando percebem que você não é como elas gostariam que você fosse...
que você não pode ser da maneira que elas desejam...
deixada de lado de uma maneira totalmente descartável...
não importando nada o quanto seja enorme o esforço para poder ficar mais um pouco...
condenada a uma vida útil muito curta...
muito limitada...
por não ser suficientemente boa...

sábado, 2 de setembro de 2017

A misteriosa Ordem Das Sombras - Parte 5


E ae galera, depois de um longo hiato voltei com a historia
Peço perdão para a galera que estava acompanhando a historia e de uma hora para a outra eu deixei de postar.
Nesse longo período passei por diversas situações pessoais e isso acabou atrasando o projeto.
Espero agora voltar a escrever com mais frequência e finalmente terminar a historia.
Para aqueles que não leram ainda, o livro conta a historia de Adrian Schmitter, um ex detetive da policia que teve sua vida totalmente destruída devido a um acidente do passado, após alguns anos o acontecimento na cidade maldita ele salva uma garota chamada Samantha, que agora é a sua parceira na investigação de casos que envolvam o sobrenatural.
Tudo começa quando seu antigo parceiro dos tempos de policia o chama para investigar um caso de homicido um tanto curioso.
Adrian e Samantha começam a investigar o estranho caso, mal eles imaginavam que tudo aquilo os levaria para um mundo paralelo onde o seus maiores pesadelos poderiam se tornar realidade.
Abaixo vocês podem conferir o link para o download do arquivo em PDF.
Nesse arquivo vocês encontraram toda a historia até a parte que estou postando aqui.


E para aqueles que já estavam acompanhando a historia, uma boa leitura a todos, espero que gostem e não deixem de mandar suas sugestões.

Até a próxima.






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fuga

Fiquei no frio a noite toda,
caia uma chuva sem fim,
e todos os milhoes de medos,
escondiam-se dentro de mim...
Sentindo-me confusa demais,
pra tomar qualquer decisão,
eu não quero olhar para tras,
mas na frente é so escuridão.
Só precisava fugir um pouco de mim,
de ser essa que eu sou,
mas nesse jogo que nunca tem fim
quanto mais corro mais sozinha estou...

By: Bel

Reticências

Talvez so não quisesse estar...
Pequenina só se escondeu,
Estranho ninguem procurar,
Em seu mundo ela se esqueceu...
Não se sabe, nem ouviu falar,
Simplismente um lugar vazio,
Nenhum som, sinal de radar,
Ela apenas se encolheu no frio.
Talvez ela não queira aceitar,
Que em tudo o que ela poe a mão,
Acaba por desmoronar,
Mesmo que nunca tenha a intenção.
Como um castelo de cartas,
Ou um efeito domino,
Não importas se estas acompanhada,
Ela sempre sentirar-se só.
Há sombras numa solidão,
Nao da pra piorar mais nada,
Um som que vem do coração...
Mais uma vez estava enganada...

By: Bel

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Bad Religion - Sorrow

Sorrow

Pai, você pode me ouvir
Como eu o desapontei?
Eu amaldiçôo o dia em que nasci
E todo o sofrimento neste mundo

Deixe-me levá-lo para a terra da magoa
Onde todos os homens bons são humilhados
Somente para cumprir uma aposta que não pode ser vencida
Entre um pai orgulhoso e seu filho
Você vai me guiar agora, para eu não poder ver?
Uma razão para este sofrimento e esta longa tristeza
E se toda alma viva pudesse ser honesta e forte
Bem, então eu imagino

(Não) haverá sofrimento
Sim, (não) haverá sofrimento
Não haverá mais sofrimento

Quando todos os soldados abaixarem as suas armas
Ou quando todos os reis e todas as rainhas abandonarem suas coroas
Ou quando só o verdadeiro Messias vier nos salvar de nós mesmos
É facil imaginar

(Não) haverá sofrimento
Sim, (não) haverá sofrimento
Não haverá mais sofrimento



domingo, 30 de julho de 2017

Pensamentos

Ainda ando perdido e confuso com os meus pensamentos, algo que se tornou constante um pouco depois da adolescência, sinto como se não estivesse mais aqui, como se a minha mente vivesse constantemente em um outro lugar, as coisas a minha volta só se tornam lucidas quando as toco, algum tipo de paranoia talvez, mas é o que sinto a todo instante.
Talvez tudo isso seja a vontade do subconsciente de estar longe da realidade fatídica.
Minha vida sempre seguiu o roteiro corriqueiro de uma outra qualquer, ser uma criança feliz, brincar, aproveitar a fase na qual se é jovem para fazer algumas loucuras, a primeira bebedeira nós nunca esquecemos não é verdade, fazer coisas idiotas das quais hoje sinto vergonha, talvez uma besteira qualquer que poderia me fazer feliz naquela época, era divertido, não existe arrependimentos, apenas vergonha.
O tempo passa e a minha cabeça já não se encontrava mais em torno dos amigos ou qualquer coisa que seja, pensamentos passando de forma descontroladas sem nenhuma emoção, apenas pensamentos futuros.
O amor bate na porta e a decepção vem em seguida, não é nada incomum ter amores secretos em sua vida, e esses continuarem secretos até que simplesmente se vão, o tempo leva tudo.
Mas quando menos se espera algumas vezes podemos ter esse amor correspondido, e dele alguma magoa e tristeza, isso já se foi, não a magoas mais hoje.
A vida segue e você encontra outras pessoas vive coisas realmente boas, está na hora de ser feliz e ter sua própria família, isso é o que todos querem afinal, aqueles encontros aos finais de semana, sejam eles com quem forem, lembrar daquelas coisas que te dão vergonha agora, que você fez no passado e ri pela idiotice, uma vida comum.
Mas simplesmente algo impede o meu caminhar para essa fase, é como se eu estivesse preso, estático, quando se torna impossível seguir o degrau a cima.
Quando você encontra aquela pessoa que acredita ser o seu companheiro para entrar nessa nova fase, mas isso simplesmente não acontece, os empecilhos, as pancadas que você leva e te deixam no chão sujo de terra, os pensamentos ainda estão distantes.
Não sei dizer o qual pode ser a minha felicidade hoje em dia, se o que sinto é dor ou raiva por tudo, por tudo mesmo.
Sempre me preocupei demais com as pessoas, elas são muito gananciosas, se preocupam simplesmente com elas mesmas, enquanto você sente as pancadas vindo de todos os lados, pois essas pessoas só pesam em si mesmas, nas suas respectivas dores, mas não no que podem causar a quem está no meio delas.
Segurei o rancor, guardei a magoa de todas elas, chorei escondido para demostrar força, sorri com o coração partido, escutei e vi o desprezo, fui humilhado, nos meus ouvidos ressoaram a voz que dizia que simplesmente eu não deveria estar ali.
Mas eu sorri, eu disse que estava tudo bem, que tudo iria dar certo, que estava feliz, quando na verdade estava despedaçado por dentro, porque eu me importava e queria fazer tudo dar certo.
Hoje meus pensamentos as vezes tentam me levar as épocas felizes, quando a dor está grande demais para suportar, e ninguém poderia entender, por mais que tentem nunca entenderam, o corpo está bem mas a alma completamente despedaçada.
O fundo nunca é o final, sempre se pode descer mais, se pode olhar ao redor e não ver mais nada, como minha mente sempre tentou entender, não adianta simplesmente dizer que está tudo bem quando não está.
Não consigo dar um passo à frente por mais que tente, hoje com uma família despedaçada e um amor que está sendo destruído cada vez mais com o tempo, apenas vejo o vazio do dia seguinte, não é não ter ninguém é não ter com quem contar ou quem possa te entender.
A única coisa que queria nos meus mais desesperados sonhos era a paz que procuro e tempos, a família sem as brigas e as coisas de casa quebradas, sem as agressões, xingamentos, toda a dor e choro de um lugar desestruturado, um pouco mais de amor, carinho, um abraço que me fizesse sentir que se importa.
Queria por um momento fazer sentir orgulho, que alguém visse tudo o que estou tentando fazer, todas as formas que tentei dar o passo seguinte e fracassei, porque eu sempre queria aguentar toda a carga, mas ninguém quis suportar a minha, não, simplesmente se importaram mais com o seu bem estar com o que poderia ser bom para si, enquanto eu queria o que era bom para elas e não pensava no que poderia ser bom para mim.
Isso tudo levou a momentos horríveis, coisas que não podem ser desditas, uma dor que não pode ser curada, não hoje e nem amanhã.
Eu simplesmente fui o que sou, o que sei ser, aquilo que acreditava ser o meu melhor, mas não é o suficiente, nunca é, elas sempre querem mais de você, tudo não passa de sua obrigação, nenhum orgulho somente o dever.
Então para que se levantar todas as manhãs e erguer a cabeça para mais um dia?
Porque eu ainda sonho, acredito que essa dor um dia vai acabar, que eu terei alguém para olhar nos olhos e sorrir, alguém para chamar de família, aquela que poderia me trazer a felicidade que a tanto procuro, um motivo para seguir em frente, para dizer que tudo valeu a pena, aquela que vai me abraçar e dizer que sente orgulho de mim por tudo o que fiz, que eu falhei mas dei o melhor de mim, que entende a dor e sabe lidar com ela.
Porque enquanto ainda houver alguém que precise de você para sorrir vale a pena continuar se erguendo do chão, mesmo machucado e sem rumo, sem nada e nem ninguém.
Esses pensamentos fora de ordem podem ser apenas uma anestesia para a dor que não cessa.
Mas a esperança não pode acabar, não quero deixar de sonhar, quero acreditar em dias melhores, quero amar e ser amado, quero dizer que no fim tudo valeu a pena.

Vamos ser fortes !!!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Sistema atualizado com sucesso!


Voa livre agora, o passaro ferido,
Depois de arrancar as proprias unhas com o bico;
Trocando de pele, feito serpente,
Uma nova face, mais leve, nova e melhorada;
Como é dificil ser gente!
Deixou cair, queimou-se por completo,
Quando nao restava nada, renasceu das cinzas,
Nem sabia que tinha nascido pra ser fenix.
Quando todos se curvavam pra alcança a alça do caixao, ela voltou como um bebê, com os pulmoes cheios para o mundo.
Talvez a melhor versão de mim;

By Bel

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Infinita Highway- Engenheiros do Hawaii




Você me faz correr demais
Os riscos desta highway
Você me faz correr atrás
Do horizonte desta highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto
Deserta highway
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe exatamente onde vai parar


Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos
Nós estamos vivos e é tudo
É sobretudo a lei
Dessa infinita highway


Quando eu vivia e morria na cidade
Eu não tinha nada, nada a temer
Mas eu tinha medo, medo dessa estrada
Olhe só, veja você
Quando eu vivia e morria na cidade
Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor
Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava
E à noite eu acordava banhado em suor


Não queremos lembrar o que esquecemos
Nós só queremos viver
Não queremos aprender o que sabemos
Não queremos nem saber
Sem motivos, nem objetivos
Estamos vivos e é só
Só obedecemos a lei
Da infinita highway


Escute, garota, o vento canta uma canção
Dessas que a gente nunca canta sem razão
Me diga, garota: será a estrada uma prisão?
Eu acho que sim, você finge que não
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
"Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre"
Se tanta gente vive sem ter como comer


Estamos sós e nenhum de nós
Sabe onde vai parar
Estamos vivos, sem motivos
Que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas
Nas entrelinhas do horizonte dessa highway
Silenciosa highway


Eu vejo um horizonte trêmulo
Eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
É inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo
"não corra, não morra, não fume"
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes


Minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute, garota, façamos um trato
Você desliga o telefone se eu ficar um pé no saco


Cento e dez, cento e vinte
Cento e sessenta
Só prá ver até quando o motor agüenta
Na boca, em vez de um beijo,
Um chiclet de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei
Numa das curvas da highway


sábado, 15 de abril de 2017

Metallica- fade to black

Escurecer 

A vida, parece, irá esmoecer 
Se estendendo longamente a cada dia 
Se perdendo dentro de mim 
Nada importa, ninguém mais 
Eu perdi a vontade de viver 
Simplesmente mais nada a dar 
Não há nada mais para mim 
Preciso do fim para me libertar 
As coisas não são mais como costumavam ser 
Falta alguém dentro de mim 
Mortalmente perdido, isto não pode ser real 
Não aguento esse inferno que sinto 
O vazio está me preenchendo 
Ao ponto da agonia 
Escuridão que cresce tomando o amanhecer 
Eu era eu, mas agora ele se foi 
Ninguém além de mim pode me salvar 
Mas já é tarde Agora eu não consigo nem pensar 
Pensar porque eu deveria tentar 
Ontem parece como se nunca tivesse existido 
A morte me recepciona calorosamente 
Agora eu só vou dizer adeus



Fragmentos

As vezes doi tanto que vc ate esquece a definicao de dor...
como se o corpo estivesse ficando dormente...
a dor esta la...
quem parece nao esta mais, é voce...

By Eu

terça-feira, 4 de abril de 2017

Juras...


...Não prometo te levar ao céu mas, te mostrarei as estrelas em meus olhos;
Não sou a melhor pessoa do mundo, mas o melhor do meu mundo será seu;
Talvez eu não seja a euforia dos teus dias, mas o aconchego de um corpo quente em suas noites, serei sim;
Muito provavelmente que eu não seja a luz no teu caminho, mas serei a mão que apoia tua caminhada;
Não tenho as melhores palavras para teus piores dias, mas eu tenho dois ouvidos para ouvir o que deixa seu coração tão pesado.
Não desejo ser seu tudo, mas sim aquela coisa imprescindível.
Não quero ser exatamente o sal, serei a pimenta, que faz toda diferença no sabor.
E quando adormecer, sentira o vento leve sobrando meu beijo em seus lábios e o meu perfume te fara correr ao meu encontro.
E no fim de cada noite e inicio das madrugadas tudo recomeçará de uma forma que embora seja sublime, tenha a força das ventanias e o calor do fogo que queima matas em segundos...

Ate que finalmente nos daremos conta de que já perdemos toda a noção da realidade...

Bel

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Negociação

Sempre fui um cara extremamente distraído. Alerto as pessoas que eventualmente passam a conviver comigo que, caso passe por elas em qualquer lugar e não as cumprimente, não é por falta de respeito e desconsideração com a pessoa, mas sim pelo fato de eu estar viajando em meu mundo particular.

Quando coloco os fones de ouvido, me torno morador de outro planeta, viajo nas composições geniais de alguns cantores ou fico fascinado com assuntos interessantíssimos de certos podcasts.

Em uma época de minha vida costumava acordar muito cedo, como ainda faço, porém para outro motivo. Na época eu levantava da cama as cinco horas para ir correr - de fato fiquei extremamente viciado naquilo.

Como não poderia ser diferente, colocava o fone de ouvido e corria pela rua, meus pés no asfalto, minha cabeça no universo.

Só tinha um pequeno probleminha. Eu morava num local tranquilo, porém, do ponto A ao ponto B do meu trajeto tinha uma pequena mancha de intranquilidade, uma boca de fumo básica, pra ser mais específico.

Certa manhã, correndo, viajando, ouvi alguém assobiar me chamando, e cometi o maior erro de todos, não prossegui, parei, olhei pra trás, dei atenção. Tal como um vendedor ambulante que percebeu o interesse de um possível cliente ele veio.

Como já tinha cometido o erro, mantive-me no papel de cliente interessado. O cara tava completamente bêbado, pelo jeito estava saindo da festa. Já veio pedindo se eu não conseguia arranjar um dinheiro, porque ele não era da cidade e tava precisando pegar o ônibus pra Caxias do Sul (cidade a mais ou menos 500 km de Chapecó).

Expliquei que tava indo correr, que por isso não levava nada comigo (tentando disfarçar o celular no bolso).

Ele, como vendedor insistente, colocou a mão do bolso e tirou algo que finalmente me puxou de meus devaneios até a realidade, uma faca.

Antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa ele me falou: "pra tu ver que eu tô falando sério, não precisa me dar o dinheiro, te vendo essa faca".

Dei um suspiro interno e entrei na jogada dele. Puxei assunto, repeti que não tinha nada ali, mas pedi onde ele morava que eu fazia questão de passar lá pra ajudar.

Me mostrou a casa - ali do lado, no trajeto que fazia todo dia, infelizmente - disse que assim que conseguisse iria lá, combinamos até de tomar uma cerveja no boteco em frente. Apertei a mão dele e corri pelo menos 3 km sem olhar pra trás.

Que fim levou? não sei. Voltou pra sua cidade Natal? talvez.

Moral da historia: As vezes ser bom de trova salva, não sei se a tua vida, mas pelo menos teu celular sim.

Eu vi o olhar dele, fiz uma leitura de sua linguagem corporal enquanto vinha até mim, ele veio pra me assaltar. Não sei o que fiz para que mudasse de ideia. As vezes ser atencioso e respeitoso pode fazer a diferença. Não reaja com violência, mas com humanidade.

sábado, 1 de abril de 2017

Simples jestos


"Porque quando os dedos se encaixam com precisão milimétrica, tudo parece fazer sentido;
quando as palavras se tornarem desnecessárias, e os olhares forem a mais bela e verdadeira forma de comunicação, seus pensamentos serão ouvidos e seus vontades atendidas antes mesmo de amadurecerem e virarem necessidades.
E nesse momento você vai entender o por que de não ter dado certo antes. 
Algumas coisas são tiradas de nós, outras são negadas, por que o que a gente precisa e merece é sempre bem melhor do que nós conseguimos desejar..."


By Bel

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Destino final


"Sou daquelas que achava que amores eram para sempre, mas o "para sempre" é apenas como chamamos o tempo que ele dura.
Assim como o amor nasce, ele morre, como um sopro ou gradativamente com o tempo.
Tudo que resta a nós, pobres humanos, é saber aproveitar esse breve momento para ser feliz ou deixar o tempo passar para que o amor morra por esquecimento.
Nada que não seja alimentado, terá forças pra ser eterno."

By Bel

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Rum corra Snow Patrol


I'll sing it one last time for you
Then we really have to go
You've been the only thing that's right
In all I've done
And I can barely look at you
But every single time I do
I know we'll make it anywhere
Away from here
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say
To think I might not see those eyes
Makes it so hard not to cry
And as we say our long goodbye
I nearly do
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say
Slower slower
We don't have time for that
All I want is to find an easier way
To get out of our little heads
Have heart my dear
We're bound to be afraid
Even if it's just for a few days
Making up for all this mess
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

Corra

Eu vou cantar uma última vez pra você
Então nós teremos mesmo que ir
Você foi a única coisa certa
Em tudo que eu fiz
E eu mal posso olhar pra você
Mas cada vez que eu olho
Eu sei que nós chegaremos em qualquer lugar
Longe daqui
Anime-se, anime-se
Como se você tivesse escolha
Mesmo se você não puder ouvir minha voz
Eu estarei bem ao seu lado, querida
Mais alto, mais alto
E nós correremos por nossas vidas
Eu mal consigo falar, eu entendo
Por que você não pode aumentar sua voz para dizer
Pensar que eu posso não ver aqueles olhos
Torna tão difícil não chorar
E enquanto dizemos nosso longo adeus
Eu quase choro
Anime-se, anime-se
Como se você tivesse escolha
Mesmo se você não puder ouvir minha voz
Eu estarei bem ao seu lado, querida
Mais alto, mais alto
E nós correremos por nossas vidas
Eu mal consigo falar, eu entendo
Por que você não pode aumentar sua voz para dizer
Mais devagar, mais devagar
Nós não temos tempo para isso
Tudo o que eu quero é achar um jeito mais fácil
De sair de nossas pequenas cabeças
Tenha força, minha querida
Nós estamos destinados a ter medo
Mesmo que seja só por alguns dias
Compensando toda essa confusão
Anime-se, anime-se
Como se você tivesse escolha
Mesmo se você não puder ouvir minha voz
Eu estarei bem ao seu lado, querida

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

IV Hello Darkness My Old Friend



Se quiser se encontrar sugiro começar por aqui

Capítulos anteriores


Esse é o Quarto capítulo da história, porém pode ser lido sozinho como um pequeno conto caso não queira se aprofundar e ter a visão geral de para onde iremos.




A tarde estava linda, o céu azul como em poucas vezes havia visto. Não estava completamente azul, haviam nuvens em formato de algodão que preenchiam a paisagem, formando uma pintura inacreditável.

Estava deitada na grama, com a cabeça apoiada em seus braços. Sentia-se como se estivesse totalmente livre. Não que já houvesse sido presa alguma vez, mas tinha uma sensação de que poderia ficar ali o quanto quisesse, como se, pela primeira vez na vida, não precisasse se preocupar com o relógio, não havia compromisso que a tirasse daquele paraíso.

Cães corriam pela grama, saltando em busca de frisbees ou gravetos lançados por seus respectivos donos. Famílias faziam piqueniques, Crianças participavam de brincadeiras.

A tarde estava quente, mas a brisa que batia equilibrava perfeitamente a temperatura. Se houvesse paraíso - um lugar físico como em obras de ficção - sem dúvida ele seria assim.

De repente, percebeu pelo canto do olho uma nuvem escura se aproximando, a pequena brisa se transformou numa rajada forte de vento, os cães começaram a latir, as toalhas de piquenique foram recolhidas, as crianças chamadas pelos pais para um lugar seguro. Provavelmente uma nuvem passageira de verão. Geralmente vêem com força e vão embora da mesma forma como vieram.

A chuva veio leve. Gotas finas caíram em seu rosto. Abriu a boca e as deixou correr, sentiu o seu frescor na garganta - continuava sendo o paraíso.

As gotas ficaram mais grossas, como sempre acontecia com tempestades de verão. Era hora de se abrigar e esperar o sol voltar a brilhar. Levantou-se, ou melhor, tentou, algo a impedia. Por mais força que fazia, não mexia um só músculo, parecia que algo a segurava. Já havia ouvido sobre isso, só que acontecia com pessoas que estavam acordando, pelo que lembrava era chamado de paralisia do sono. Mas não estava dormindo.

Tudo começou a ficar mais escuro, parecia que a luz ia dando lugar as trevas em um perímetro perfeito em sua volta, o circulo ia se fechando. Juntamente com a luz, o ar também estava ficando rarefeito.

Antes que conseguisse perceber o que de fato estava acontecendo, antes de entrar em total desespero, a luz sumiu totalmente, o ar simplesmente acabou, no desespero de sugar a última dose para seus pulmões, acordou.

Era escuro e úmido. Sem dúvida não estava mais deitada na grama do parque. Podia sentir o fedor putrefato​ do ar. A princípio pensou estar vendada, soltou as mãos que estavam praticamente livres em cordas, passou-as no rosto e não sentiu nada obstruindo sua visão. Mesmo assim não conseguia enxergar.

Estava cega - pensou.
Sentia que cada fibra de seu corpo ia se desfazer de tanto medo que corria por ele. Não mais tremia, até que o grito subiu de seus pulmões, passou pela laringe, pelas cordas vocais, até ressoarem um rouco, porém audível grito de desespero:

- Soccccooooooorrrrrooooooo!!!

Por um instante não houve mais nada no mundo a não ser ela é seu grito, ecoando no infinito da escuridão onde se encontrava.
Levantou-se com muita dificuldade, tateando as paredes ao redor, em busca de qualquer elemento que a ajudasse a descobrir onde estava.

- Ainda estou no parque, isso é um sonho, eu dormi e tive uma insolação, preciso acordar - Disse a si mesmo, em voz alta, tentando sentir-se viva.

As pedras que a cercaram deixavam claro que se tratava de uma caverna, porém eram lisas demais, como se tivessem sido moldadas por alguém, ou tivessem passado centenas ou até milhares de anos sendo esculpidas pela água que corria por elas.

Seguiu a barulho da água e encontrou uma pequena vertente no canto de uma das paredes, pegou um pouco em suas mãos e sorveu com os lábios - era incrivelmente saborosa, no sentido de que algo insípido pode ser, sentia que era totalmente incolor apesar de não poder enxergar. Sem dúvida era o líquido mais puro que já havia provado na vida.

Um dos problemas estava resolvido, o estômago ainda incomodava muito, mas a água já fazia com que recuperasse um pouco os sentidos, já estava começando a voltar a si, conseguia raciocinar novamente.

Começou a lembrar claramente do parque. Foi tão vívido, realmente sentiu estar lá. Mas agora, diante de sua realidade, não tinha dúvida de que se tratou de um devaneio. Não conseguia traçar o momento em que foi ao parque, muito menos o momento que a trouxe a essa escuridão - Se é que estava escuro mesmo, nunca esteve diante de um breu tão grande.

Tentava se lembrar como chegara a esta situação, nada vinha em sua mente além do belo dia no parque, a tempestade de verão, a suposta paralisia do sono.

Pensando bem também não lembrava de como tinha chegado ao parque, nem antes, nem depois. O que era sonho, o que era realidade?

Então a luz se fez. Não a iluminação que gostaria, porém pode perceber flash distante, mas o suficiente para perceber que não estava cega, já era alívio.

Conforme ia saindo do torpor inicial de quando se acordou, começava a sentir mais medo, frio, fome. O pânico começava a tomar conta da situação por completo.

Lembrou de suas aulas de ioga, da dificuldade que sempre teve em se manter relaxada no momento da meditação final - a quem queria enganar, sentia dificuldade até em se manter nas posições mais básicas, nem que fosse só por quinze segundos.

Sempre teve dificuldade em se manter tranquila, e concentrada, pelo jeito teria que aprender da pior maneira possível.

Então, o silêncio se desfez. Ouviu barulho de uma pesada porta de metal se arrastando, o barulho não vinha da Câmara onde estava, mas além. Porém, agora, sabia que não estava sozinha soterrada embaixo de uma montanha, o lugar realmente era uma espécie de quarto.

A porta aparentemente se fechou, seguiu o barulho e tateou as paredes até chegar a um espécie de porta, não a que acabará de ser afastada, aquela estava mais distante, era maciça, de metal, gelada.

Ouviu a porta distante sendo arrastada novamente. Algo vinha caminhando de forma irregular, difícil distinguir um padrão de passos, se apoiava na parede, cada vez estava mais perto, já dava para ouvir a respiração ofegante do ser, fosse ele humano ou não.

Ela se afastou da porta, encolheu-se em um canto, apenas aguardou.

Abriu-se uma portinhola na porta da qual havia se afastado. Sentiu uma respiração quente, pesada, um hálito que lhe causou náuseas, já não bastasse o buraco que sentia no estômago.

- Quem é você, o que estou fazendo aqui? - perguntou, com uma voz trêmula.

- coma - respondeu num grunhido pouco audível, enquanto jogava algo pela portinhola.

Ela se aproximou, tateou o chão úmido na escuridão e tocou em algo ainda mais úmido e pegajoso que o próprio chão.

- O que é isso? Um rato? Não posso comer isso.

A portinhola se fechou, os passos se afastaram, a pequena luz que havia surgido distante apagou. O parque foi um sonho, isso era um pesadelo.

Por PedroGM

Mais em:

https://www.wattpad.com/myworks/80492248-vem-com-a-chuva