quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Amores...


Amores!!!

Amo-te como se ama amores fugazes, segredos entre sombras velados em nossos olhares 
Coisas obscuras que leva-se oculta dentro da alma ...
Te amo como a promessa de uma semente que se não morrer jamais revelará sua essência 
Beleza de flores que sua vida não nos permite Admirar...
 Como a ti um dia retornar e a essência de ser o que jamais foi irei retomar 
Porque o tempo levou de mim assentia de te amar!!!
Jshynaider...

III Só mais um caso

O pequeno escrito a seguir é continuação deste 

I - Vem com a Chuva

E deste

II - Quem Sabe amanhã

III Só mais um caso

“Tonight I'm gonna have myself a real good time...I feel alive and the world I'll turn it inside out – yeah! I'm floating around in ecstasy… So don't stop me now don't stop me...'Cause I'm having a good time having a good time”
Maldito momento que coloquei minha música preferida como toque do celular, já a odeio – é o pensamento que vem antes mesmo de atender o telefone.
- Alô – falo com uma voz de sono após passar pela fase de negação e atender ao telefone.
- Vamos acordando aí que temos uma bomba explodindo no centro da cidade – Veio de uma voz familiar, bela, apesar de ter essa beleza totalmente abafada pelo momento inoportuno da ligação.
- Só pode tá de sacanagem comigo, já olhou lá fora? Eu mal consigo ver a calçada aqui da minha janela, maior chuva.
- Sinto muito, mas parece que assassinos tem sede de sangue até em noites como essa.
- Paciência, pelo menos essa tua voz sempre me dá um gaz extra.
- Então guarde essa energia toda e vá a casa nº 587, esquina da rua Rui Barbosa com a 31 de Maio, a perícia já tá lá.
- E qual é o caso?
- Só fui encarregada de te acordar, os detalhes tão te esperando lá.
- Beleza, mas quando chegar de volta a delegacia quero um café bem quente e tua companhia pra me aquecer.
- Vai sonhando – Ela nem termina de falar e deliga o telefone na minha cara.
- O que tem de bela tem de mal educada, nem se despediu – Eu sabia que estava falando sozinho, mas essa mulher sempre me tirava do estado normal.
***
Se da janela do quarto parecia que chovia muito, na rua estava impossível trafegar, pelo menos o trânsito era praticamente zero, dado o avançado da hora.
De longe avistei a luz dos sinalizadores das viaturas e não tive a menor dificuldade em localizar o palco do suposto crime. Ainda mais pela presença de inúmeras pessoas que já se aglomeravam estranhamente em baixo da chuva.
O povo não perdoa mesmo – penso comigo mesmo – Aposto que nem conhecem que morava nessa casa, e mesmo assim o mau tempo não é empecilho pra matarem a curiosidade, aposto que se tivessem que fazer qualquer outra coisa não fariam com a desculpa da chuva.
Era uma casa de esquina, com uma velha, porém bem cuidada cerca de madeira em volta. O primeiro piso era de alvenaria e o segundo de madeira, tão gastas quanto as madeiras da cerca, porém não tão cuidadas.
Atravessando o impecável jardim, desviando-me dos curiosos e mostrando minhas credenciais ao policial que fazia a contenção daqueles, cheguei aos degraus da entrada, onde já se encontrava o policial responsável.
- Finalmente chegou cara, la encima tá a maior bagunça, um banho de sangue, literalmente, o miserável que fez isso não poupou nem o cachorro.
- Poh Marcos, pra me chamar uma hora dessas, num tempo desses, a situação tem que tá ruim mesmo.
- Tu já vai mudar esse humor aí, vai ter muito com o que se divertir nos próximos dias.
Subimos as escadas, chegando no último lance e virando em direção ao corredor, já vi a mancha rubro brilhante que quase se fundia ao piso de madeira laminada perfeitamente encerado.
No banheiro, o banho de sangue era geral, porém o sangue se destacava mais ainda na cerâmica branca, mas o que mais chamava a atenção era o cão pendurado em suas próprias tripas e a frase no espelho, escrita a sangue, já escorrida, mas ainda compreensível, que dizia “Não só os cães que lambem, também posso lamber”.
- Que isso, um ritual satânico, que infeliz faria isso com um pobre animal? Isso no espelho é sangue mesmo? Perguntei.
- Cara, a princípio os peritos disseram que o sangue no espelho é do cão, mas o do chão parece estar misturado com sangue humano. De qualquer forma, é sangue demais para ser apenas de um cão desse tamanho. Interrogamos alguns vizinhos e eles disseram que aqui mora uma moça solteira, que raramente recebe visitas, apenas a veem cuidando do jardim e brincando com o cão nos fins de semana.
- E essa moça, onde está?
- Não sabemos, mas pela quantidade de sangue que tem nesse banheiro, ela não saiu bem daqui, senão ela, outra pessoa, mas o fato é que alguém sangrou muito.
- E como ficaram sabendo do ocorrido se ela morava sozinha?
- Parece que alguém ouviu um grito e ligou pra emergência, uma viatura que estava mais próxima veio até o local e encontrou a porta da frente aberta, perguntou por alguém, ninguém respondeu, então o policial deu de cara com essa bela cena.
- Já falou com a pessoa que ligou? Ela tá la embaixo?
- Ai que tá cara, não é ninguém lá de baixo, ou, pelo menos, ninguém teve coragem de se identificar, além disso a ligação foi anônima e bem vaga quanto a ocorrência.
- Você não tava de brincadeira mesmo, vou ter muito com o que me “divertir” - aspas com os dedos enquanto – peça pra perícia não deixar passar nada, lembra daquele caso né?
- Lembro sim, pode ficar tranquilo, serão minuciosos – responde o policial.
- Beleza, vou fazer algumas perguntas lá embaixo.
Realmente a chuva não era capaz de expulsar os curiosos. Felizmente aqueles que poderiam ser úteis às investigações já haviam sido triados, inclusive muitos já prestaram seus testemunhos, mas como não confiava em mais ninguém além de mim, parti pro retrabalho.
Após algumas conversas infrutíferas mirei uma senhora de mais ou menos uns 70 anos – pelo menos foi o que me pareceu – me aproximei:
- A senhora conhece a dona da casa? Perguntei
- Conheço de vista meu querido, moro na casa ali do lado. Uma moça muito bonita, mas sempre com um olhar tão triste, deve ser porque vive sozinha num lugar tão grande, esses jovens de hoje são muito solitários, eu acho que uma moça da idade dela já deveria estar casada…
- Ok, entendi – se não a cortasse ela teceria suas teorias sobre a juventude sem causa dos dias atuais a noite inteira – A senhora viu algo ou alguém suspeito pelas redondezas nesses últimos dias?
Eu já ia encerrar a inquirição quando vi sua expressão de que não se lembrava de nada anormal, quando:
- Eu acho que não meu bem. Espera, Hoje, pelo fim da tarde, um carro estacionou bem aqui em frente a minha casa, ficou aqui por muito tempo, até a hora que fui me recolher ele ainda estava aí. Não teria dado tanta atenção se já não tivesse o visto antes. Tenho certeza que não é a primeira vez que ele fica ali parado.
- A senhora viu quem estava no carro?
- Não vi não, e tenho a impressão que ele ficou ali dentro, não o vi sair, também não fiquei prestando muita atenção não, não sou esse tipo de vizinho enxerido que fica cuidando da vida dos outros…
“Nossa como fala” - Pensei, então perguntei – Foi a Senhora que chamou a polícia? Vi que sua casa é a mais próxima.
- Não lindo, depois que tomo meu leite morno pra dormir não ouço mais nada, acordei depois que o barulho da multidão já era maior que o da chuva que caía.
- Muito obrigado, acho melhor a senhora se recolher agora.
- Espero ter sido útil meu querido.
Me dirigi até o policial encarregado e pedi para verificar com a prefeitura se haviam câmeras de segurança nas redondezas e em caso positivo me enviarem para análise das imagens. Essa história do carro pode ser promissora se não se tratar apenas de implicância de uma vizinha xereta.
Aqui meu trabalho estava terminado por ora.






segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A Busca

É incrível como algumas coisas insistem em desaparecer da nossa linha de alcance mesmo quando temos o maior cuidado com elas. Quando isso acontece nos viramos, reviramos e nada. Simplesmente como em um passe de mágica o objeto desaparece.

Eu toco violão - na verdade falar isso é quase que um desrespeito com quem realmente sabe tocar violão, porém a qualidade com que executo o instrumento não vem ao caso. Quem toca qualquer instrumento de corda que necessite de uma palheta sabe a dificuldade que existe em manter a posse de tal objeto por muito tempo. Simplesmente dizemos entre os músicos - não que eu realmente seja um - que existe um duende ladrão de palhetas. Você pode até colar ela em algum lugar, quando voltar para tocar, ela não estará lá.

Há muitos anos eu e um grande amigo éramos viciados em jogar Game boy color, mais especificamente Pokemon Cristal. Trata-se de um pequeno vídeo game de mão que necessita de um cartucho para executar o jogo. Um dia, quando já estávamos há meses no jogo, esse meu amigo me liga: “cara, pedi meu cartucho de Pokemon Cristal”, respondi imediatamente: “mas como tchê, porque você tiraria o cartucho do vídeo game? Ele simplesmente me disse que foi rever outro jogo por um breve tempo e o cartucho sumiu.

Após semanas de procura intensa por toda a casa, jardim e arredores, banheiro da escola, salas de aula, as buscas cessaram. Impossível, o cartucho se desmaterializou. Passaram mais algumas semanas, meu amigo cansou de chorar o leite derramado e comprou um novo cartucho, reiniciou o jogo, perdeu umas cem horas de progresso, porém a vida continuou.

Anos após esse incidente, numa faxina um pouco mais pesada, ele levantou o sofá da casa e sentiu algo chacoalhar lá dentro, fez um pequeno corte no forró do sofá e voilà. Em suas mãos estava o há muito esquecido.

Depois desse incidente e das diversas vezes que perdi o controle da TV, meu smartphone, minha carteira, cheguei à certeira conclusão, dessas que não se aprende nos livros ou nos filmes, apenas é trazida pela sólida experiência de uma pessoa em apuros: o espaço entre o braço do sofá e seu estofado é um vortex espaço/temporal capaz de sugar os mais diversos e improváveis objetos, fazendo com que se percam na eternidade.


Já ia me esquecendo, lembrem-se, pode ser que o objeto não tenha caído nesse buraco negro infernal e sem retorno, quem sabe o carregador perdido do seu celular só está atrás do sofá, não custa dar uma olhada lá antes de acusar terceiros de furto ou até de fazer buscas desenfreadas nos locais mais improváveis como, por exemplo, na casinha de seu cachorro. Agora, se caiu no vortex, esqueça, quem sabe daqui alguns anos ele cuspa de volta.

Por PedroGM

https://www.wattpad.com/myworks/71969908/write/356917182

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Outono da vida

FOLHAS SE ESPALHANDO  PELO VENTO
                                                As folhas ...

Já e outono e as folhas caem e com o sopro leve. Vão sendo carregadas ao vento indo sem direção sem discernimento mas colorem de tons marrons todos os cantos por onde preenchem os sentimentos namoros em lindos bosques decorados por aquelas que não mais vivas deixaram nos faz é tempo assim como folhas somos nós neste momento espalhadas pela vida que assopra-nos  como o vento espalhado por aí nossos sonhos e levado de nos os sentimentos raros são aqueles que duram por mais que um estação e eis que finda se o verão chega o outono da vida então mas na gélida manhã de inverno a aquela que ainda prosperam pra da prima vera flores e folhas novas renovar o mistério...                                          jshinayder

domingo, 18 de dezembro de 2016

Grito


O grito é só uma tentativa desesperada de tentar desafogar o peito da angustia, a sensação de alivio é incrivelmente passageira e logo logo voltara sufocamento interior.
Sei que faz parte da vida de todos pelo menos uma vez sentir isso, mas para alguns, a constante presença chega a ser assustadora.
Presos a invisíveis amarraras, amordaçados pelo costume para que esse grito não saia, para que isso não volte atenções indesejadas a nós. Precisamos passar despercebidos, o anonimato é nossa unida chance de liberdade verdadeira, e ainda assim uma verdadeira prisão para aqueles que o escolhem.
Algumas coisas não podem ser tidas, nem vividas, nem sonhadas, uma liberdade comprada por um alto preço.
Como dizem por ai, a vida é uma espada de dois gumes, não importa por cima de qual lado você escolha caminhar, no fim estará sempre machucado, é apenas como escolher qual a dor prefere sentir.
Uma escolha sempre elimina outras, outros caminhos, outros sabores, outras dores, e no fim seus pés sempre estarão feridos.
Independente do que você escolha, algumas coisas nunca mudam, elas já ficaram tanto tempo com você que entranharam, e é impossível perceber quando é você e quando são elas que estão ditando as ordem.
Um grito é sempre uma válvula de escape, mas é só você fechar os olhos e ainda estará no mesmo lugar, na mesma dor, por que o que esta no seu interior, nada pode mudar.

Eu

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SAUDADES VIVAS...


Saudades vivas


...Visto-me de saudades vivas, pois ainda vivo em minha
 memória; nossa história escondida trazendo pois assim
 as vidas por nós não vividas  faz se revelar a tristeza velada
 por de traz do meu olhar. Mesmo eu assim tentando ocultar
 deste amor, jamais pude me guardar deste sentimentos que
 feito ilhas amortecidos no imenso mar de minha alma voltam
 vez e outra a novamente  o meu coração a inquietar...Acesa a
 chama queima o peito e no rosto lágrimas faz derramar, na
 esperança de a frente vislumbrar com o tempo novos sabores no
 horizonte brilhantes e vivas cores que em um caleidoscópio
 giram revelado assim o leve contorno do amor que por entre os
 dedos me escapou.... Partido coração entre várias trilhas que por
Onde andei o melhor de mim espalhei pra no fim com voltas e
voltas o mundo girar e para os teus braços me fazer retornar...

Jshynaiser

sábado, 10 de dezembro de 2016

Uma esperança

...Uma esperança desesperada de que alguma coisa mude, nem que seja aqui, dentro de mim...