segunda-feira, 6 de junho de 2016

Por mares incertos navegando... 


Infla pois as velas desta nau embarcação que a alma navega  pelo mar da vida leva.

Desata os nós solte cada pedaço de pato que com o vento se vê encher no ato não fica aí parado sorvendo calmaria balançando ao sabor da maresia...

Olhe para o horizonte veja sinta que possibilidade nele se esconde. Repare as velas aperta pois as fivelas deste brigue que se chama corpo alimenta a alma da mais intensa chama... Fogo que arde e aquece jamais se arrefece do contrário se apaga a chama soprada a luz da vela em meio ao oceano vazio...

Ventos e mares por onde quer que navegares trilha seu caminho segui pois seu destino mesmo que em seu encontro tempestuosas águas dos céus derramem furacões sua vida tentem roubar direciona a proa deste brigue encara pois esse revolto mar seja para o sul, seja para  norte por mais cansado e aflito não deixa pois de navegar.

Talvez seja neste momento que de magia e rara beleza o mar decida te presentear... Repara insisto as velas deste barco que em trapos já surrados pelo mar da vida enfim vagueia.

Aponta sua luneta avista a sua frente mais aventuras e veleja com destreza de quem bem se conhece em nada retrocede, siga pois o curso desta vida que para frente nos instiga por si só não dura, mas logo se dissipa.

Encara  e arrisca pois está e a justa mediada ou então estagnado em meio a calmaria perderás aos poucos as  riquezas a descobrir na vida.

J.shynider

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