quarta-feira, 22 de junho de 2016

Interior

Tanto sentimento, perdido em bocas e pensamentos. Corpos que vagam pelo mundo como Almas, descarnada , nada há de Real. Abraços frios, palavras vazias, humanos sem alma, nos tornamos uma raça sem futuro.
E quem se importa se amanhã tudo acabar, só quero que encha meu copo de vinho mais uma vez, não temos muito mais a perder do que ja perdemos, a humildade. Vamos comer e beber, como se tudo estivesse bem e nos arriscar a sorrir, talvez não engane a ninguem, mas quem se importa.
O frio mata o corpo, mata a alma. Encha meu copo e cale a boca, ja tenho barulho demais na minha cabeça.
Me faça companhia se puder entender o incompreensível. Veja essa noite escura, sinta o que sinto, te convido a me visitar aqui dentro, veja esta bagunça, esse inferno,  venha, eu deixo que você entre. Ouça os gritos, sinta a dor. O fogo queimando. Nunca será o mesmo depois dessa experiência, dói ne.
Não há nada de bom que ainda possa ser destruído, resta um monstro deformado, uma figura viva sem formas, sem coisa alguma. Feridas abertas que nem sangram mais, monstro devorador de Almas, engolindo sonhos, espalhando vazios e podridão por onde passa. Sombrio, podre, infeliz.
Melhor que fique longe agora, que se vá, te matarei num toque, te destruirei num olhar.
Melhor que me vá. Não me permito compartilhar aquilo que foi destinado apenas mim.

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