Noites em claro passam devagar, cada tic tac do relógio faz
a coisa ficar pior.
Tudo parece tão grave, tão serio. No escuro do quarto não existe
consolo, agarro o travesseiro pra esquecer de mim, perdida num labirinto de
sombras que não acho a saída. Amanhã podia ser o fim de tudo, mas sera apenas
mais algumas horas da dose diária de confusão mental. Me encontro num transe
eterno, confuso e hipnótico, sedenta de umas migalhas quaisquer, de qualquer
coisa que me traga a tona. Vou cada vez mas fundo, quem sabe um dia eu esqueça
o caminho de voltar pra casa.
Mesmo assim acho que me acostumei a uma profundidade que não
parece normal. Mas qual é exatamente a definição de normal? A vida não tem manual
e na escola não ensinam. As pessoas simplesmente nascem sabendo, é tão simples
assim, que chega a ser confuso. O perfeito e tão real que me assusta, em minha
imensa ignorância de um ser totalmente as avessas.
Vamos seguindo as regras do mundo, pondo um sorriso no rosto
e sufocando a lagrima para uma mínima aceitação de um grupo a qual não pertencemos.
Bebemos dessa droga que todos chamam de realidade e ela não nos proporciona os
mesmo efeitos. Não nos embriaga de alegria, mas nos mata de tristeza. Mas, vamos seguindo adiante, dando a cara a tapa, a alma ao sacrifício, é só o preço por se diferente
Imperfeita e incapaz de ser modelo padrão pra qualquer que
seja a definição que o mundo queira me dá. Apenas, Bel.
by Bel

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