terça-feira, 13 de setembro de 2016

Na noite




Noites em claro passam devagar, cada tic tac do relógio faz a coisa ficar pior. 
Tudo parece tão grave, tão serio. No escuro do quarto não existe consolo, agarro o travesseiro pra esquecer de mim, perdida num labirinto de sombras que não acho a saída. Amanhã podia ser o fim de tudo, mas sera apenas mais algumas horas da dose diária de confusão mental. Me encontro num transe eterno, confuso e hipnótico, sedenta de umas migalhas quaisquer, de qualquer coisa que me traga a tona. Vou cada vez mas fundo, quem sabe um dia eu esqueça o caminho de voltar pra casa.

Mesmo assim acho que me acostumei a uma profundidade que não parece normal. Mas qual é exatamente a definição de normal? A vida não tem manual e na escola não ensinam. As pessoas simplesmente nascem sabendo, é tão simples assim, que chega a ser confuso. O perfeito e tão real que me assusta, em minha imensa ignorância de um ser totalmente as avessas.

Vamos seguindo as regras do mundo, pondo um sorriso no rosto e sufocando a lagrima para uma mínima aceitação de um grupo a qual não pertencemos. Bebemos dessa droga que todos chamam de realidade e ela não nos proporciona os mesmo efeitos. Não nos embriaga de alegria, mas nos mata de tristeza. Mas, vamos seguindo adiante, dando a cara a tapa, a alma ao sacrifício, é só o preço por se diferente

Imperfeita e incapaz de ser modelo padrão pra qualquer que seja a definição que o mundo queira me dá. Apenas, Bel.

by Bel

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