segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Falta a pecinha pontuda



E no silencio da noite infinita, tudo fica cinza, nao quero chorar, essa lagrima é grito que ninguem escuta.
A cama fria, parece ter pregos, reviso sem conseguir dormir.
O tao adorado sono, descanso dos justos, parace que nao e permitido a mim. Vago pelo vazio que enche tudo a minha volta, meu fim sera hoje ou sera amanha, a solidao nao me abraca, sufoca, seus bracos frios em envolvem. Afaga meus cabelos e so consigo imaginar, qual sera o gosto de um sorriso verdadeiro, de um dia completo, sem sombras sem lagrimas, e nenhuma tristeza?
Como sera essa estranha sensacao de deitar na cama e ter a certeza que amanha sera melhor?
Qual sera a sensacao de abracar alguem que vai te entender num toque numa troca de olhares?
Como sera nao ter que explicar e ser entendido como ninguem intende?
A simplicidade esta na vida de todos menos na minha. Me pego perguntando no meu vazio, que tao mal eu fiz pra ser condenada a passar a eternidade buscando algo que nao foi feito pra mim.
Ja tentei preencher esse vazio de muitas formas, e de repente percebo que esta peça que me falta, acho que por ser tao torta como eu, deve ter sido jogada num buraco negro de inexistencia.
A pedrinha pontuda do meu quebra cabeca nunca sera achada.

By Escorpiana

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